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segunda-feira, 19 de maio de 2014

Resenhando: Deixe a neve cair

Eu posso dizer que sou fã de carteirinha das festas de final de ano. Principalmente o Natal! Ah o Natal... sempre tão iluminado e mágico *-*
Então dá para imaginar a minha animação em ler esse livro ^^


Título: Deixe A Neve Cair
Autor: John Green/Maureen Johnson/Lauren Myracle
Editora: Rocco
Número de Páginas: 335



Deixe a neve cair reúne três contos que se passam durante uma nevasca natalina e, de certa forma, se cruzam em determinado momento. Por mais que sejam histórias diferentes, uma complementa a outra, por esse motivo, não aconselho a leitura fora da ordem ;)




O Expresso Jubileu, de Maureen Johnson

Neste primeiro conto somos apresentados a Jubileu Dougal (sim, você leu certo. O nome da garota é Jubileu), uma adolescente de 16 anos cujo único desejo era passar a véspera de Natal com seu namorado Noah e celebrar o aniversário de namoro deles. Mas, apesar de estar tudo previamente planejado, imprevistos aconteceram e Jubileu teve que partir em uma viagem de trem até a Flórida para passar o Natal com os avós. Ela só não contava que estava viajando em meio a maior nevasca dos últimos 50 anos. Resultado: o trem ficou atolado em um banco de neve em uma cidadezinha chamada Gracetown. Jubileu se recusou a ficar presa em um trem sem comida, sem aquecedor e com 14 irritantes líderes de torcidas, então, sua única alternativa foi enfrentar toda a neve até chegar a uma Waffle House, onde ela imaginava ficar quentinha e rodeada por comida. Mal sabia ela que essa simples ida a lanchonete acabaria mudando toda a sua vida.

-Foi o conto que mais gostei! Nunca tinha lido nada da autora e fiquei maravilhada com a escrita cômica dela. O conto deixa um gostinho de "quero mais".




O Milagre da Torcidade de Natal, de John Green

Nesta segunda história acompanhamos Tobin, JP e Duke (a única garota), que estão no meio de uma maratona de 007 sozinhos, já que os pais de Tobin não conseguiram retornar a Gracetown a tempo para o Natal, quando recebem a ligação de um amigo para que eles saíssem correndo até a Waffle House, no meio da madrugada, por causa de 14 líderes de torcida que tinham ficado presas lá devido a nevasca e não paravam de ensaiar passos tentadores para qualquer adolescente cheio de hormônios. Claro que Duke não fica nenhum pouco empolgada no começo, mas no fim, acaba seguindo os seus amigos e o que era para ser um simples trajeto, acaba virando uma incrível aventura.

-Quem está acostumado com a profundidade das histórias de John Green pode se decepcionar um pouco, pois, o conto é bem leve e "bobinho". O que não impede de ser uma história legal e divertida. Eu gostei.





O Santo Padroeiro dos Porcos, de Lauren Myracle

No terceiro e último conto conhecemos Addie. Ela é uma adolescente que está deprimida pelo fim do relacionamento com Jeb, e por isso, acaba descontando tudo no cabelo. Como se já não fosse ruim o suficiente, ela ainda precisa lidar com umas boas verdades ditas por suas melhores amigas. O fato é que Addie é egoísta e egocêntrica, mete os pés pelas mãos muitas vezes, mas está realmente disposta a mudar isso – e, o que é mais importante: mostrar isso para todo o mundo.

-O conto é um verdadeiro "tapa na cara", porque Addie é uma adolescente muito real. Ela comete erros, é insuportável na maior parte do tempo, mas também tem boas intenções e quer mudar de comportamento.


O que achei no geral



São três tipos de narrativas diferentes que se sobrepõem com sutileza e funcionam maravilhosamente bem juntas. Foi muito legal ler um livro de contos com três histórias distintas, mas interligadas, e que todas elas ocorrem na véspera de Natal. E o que mais gostei é que os personagens interagem um na história do outro.
É um ótimo livro, de leitura leve e com garantia de boas rizadas.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Resenhando: Um amor para recordar

"Nosso amor é como o vento, não posso vê-lo, mas posso senti-lo."


Título: Um Amor Para Recordar
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Número de Páginas: 184


Landon Carter é um garoto comum do colegial, que só anda com o pessoal mais popular por ser o melhor amigo de Eric, o quarterback do time da escola. Filho de uma família influente e rica: com um pai bastante ausente e rigoroso e uma mãe gentil e amável, Landon só queria saber de falar mal das pessoas que não se encaixavam no padrão que ele julgava ser o certo.
Jamie Sullivan é a doce filha do pastor. Ela é uma garota muito simples, sem vaidades, que sempre carregava uma Bíblia consigo e salvava animais atropelados e ajudava crianças órfãs. Era praticamente a personificação da bondade e do amor.

Eu sei que, à primeira vista, a história pode parecer beeem clichê, mas o fato é que o livro consegue surpreender, mesmo com o desfecho previsível (e isso também vale para as pessoas que já assistiram ao filme). Obviamente, os dois se apaixonam, mas, isso não acontece de forma bruta, pelo contrário, é devagarinho, quase sem se dar conta.


"E tudo de que eu me lembro foi que, naquele momento, quando nossos lábios se tocaram pela primeira vez, eu sabia que a lembrança duraria para sempre." (p.136)

A história é narrada em primeira pessoa, por um Landon nostálgico, 40 anos mais tarde. E apesar de sua maturidade, quando ele começa a contar sobre sua vida com Jamie, ele revive memórias que aconteceram quando ele tinha 17 anos. E ai não tem como não destacar o ótimo trabalho de Sparks ao encorporar um adolescente de 17 anos: a forma como os pensamentos são apresentados, as dúvidas, é tudo muito verdadeiro.

Jamie é um exemplo de amor ao próximo, sempre tentando ajudar a todos com sua bondade e fé inabalável - mesmo sabendo do caminho que terá que seguir. É um personagem que faz com que qualquer mortal se apaixone *-*
E é incrível ver o amadurecimento de Landon ao longo da história, e o modo como o seu amor por Jamie transforma seu jeito de encarar a vida para sempre.

Se você gosta de romance, "Um amor para recordar" é leitura obrigatória! O livro é adorável, a história é linda e não retrata apenas o amor afetivo, como também, o amor fraterno, o amor paterno e sobretudo, a fé.





Obs.: Acredito que muitos que estão lendo esta resenha já assistiram ao filme, porém, mesmo que vocês já conheçam o desfecho da história, peço que deem uma chance ao livro. Vocês vão se emocionar de várias formas diferentes e não vão se arrepender. Palavra de escoteiro! ;)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Resenhando: A culpa é das estrelas



Quando ganhei esse livro no final de 2013 (do meu mozão), dei saltinhos de alegria *-* Já tinha ouvido falar tão bem dele e, finalmente, poderia tê-lo em mãos para assim tirar minhas próprias conclusões.


Título: A Culpa É das Estrelas
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Número de Paginas: 288
O livro tem o câncer como plano de fundo para que todo o enredo se desenrole, mas apesar disso, possui uma narrativa super leve e simples, de um modo que até mesmo quem não entende nada sobre "pacientes terminais" consegue entender o que se passa durante um tratamento de câncer (vale ressaltar o elaborado estudo do autor sobre o assunto).
Hazel Grace é a personagem principal, uma adolescente de 16 anos, paciente terminal crônica (essa é a melhor definição para seu estado de saúde), que tenta de todas as maneiras controlar seu estágio avançado de câncer de tireoide com metastase nos pulmões. Um motivo que me fez admirar muito essa personagem é que, apesar de sua trágica realidade, Hazel tem plena consciência do seu estado e não fica de mimimi. Sua força é admirável.
O câncer devorou tudo o que ela tinha de melhor: sua saúde, seus amigos, até a escola... e agora também estava adoecendo seus pais, que não tinham outro objetivo na vida, além de cuidar dela. E por causa de toda essa preocupação, Hazel acaba sendo "obrigada" a frequentar um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer, e é durante essas reuniões que,  através de um amigo (o Isaac), ela conhece Augustus Waters - ou simplesmente Gus - que é praticamente um galã juvenil com uma prótese no lugar da perna como resultado de um osteossarcoma (que para quem não sabe, é um tumor ósseo maligno primário, mais comum em crianças e adolescentes).
Como seria de esperar, os dois se apaixonam lindamente, entretanto, o relacionamento deles foge em muito de um namoro convencional. Não só pelas limitações físicas de cada um, mas, pelo medo iminente da morte, de deixar os seus entes queridos, e de ser um peso na vida um do outro.


Pontos positivos: são muitos! A narrativa é apaixonante (demorei um pouco nos primeiros capítulos, mas, ao desenrolar da trama, fui envolvida de tal maneira, que acabei o livro em dois dias). E faz você pensar no câncer como um pacote completo, sim porque, não é só uma doença, é uma doença que vem acompanhada de perdas, solidão, isolamento, preconceito, relacionamentos interrompidos e famílias destroçadas.
Por fim, A culpa é das estrelas é um ótimo livro. Sem dúvida. O único ponto negativo que posso apontar, na verdade nem é do livro. É que de tanto ouvir as pessoas falarem "é perfeito, é maravilhoso, é magnífico" e "virou meu livro favorito", eu acabei criando uma expectativa enorme em torno desse livro. Tão grande que, mesmo o livro sendo muito bom, não superou. E eu cheguei ao final com uma sensação de "beleza, o livro é ótimo, mas não é tudo isso que me falaram (e a propósito, me prometeram lágrimas e eu nem chorei)" :/

E você? Quero saber a sua opinião! Concorda ou discorda? Comenta ai, vai? Vai fazer bem ao meu coração :)